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Arquitetura deve servir sua sociedade. Inclusão é o mais importante fator que um edifício deve ter, e performance é o valor que deveria ser usado para tomar decisões arquitetônicas. Começamos este projeto compreendendo qual a relação que a sociedade atual tem com o espaço construído. Diferentes famílias, horários e trabalhos merecem diferentes espaços. Misturando tipologias abre-se uma nova possibilidade para atividades e eventos não planejados, vivacidade de espaços, interação e por fim, qualidade de vida. Casas pátio, pequenos e médios apartamentos e casas-corredor são planejados com escritórios, comércio e espaços culturais, gerando nova qualidade para a paisagem urbana. Em sua relação com o terreno, o edifício se abre ao entorno conectando a rua com um telhado jardim semi-público, criando um piso térreo elevado que contribui para o fluxo de pessoas. As aberturas seguem uma estrita regra baseada em construtibilidade e modularidade, mas também na quantidade de sol que atinge as fachadas, deste modo obtendo vantagem da luz e aquecimento naturais. Sustentabilidade é atingida em diferentes escalas e sentidos, mas nunca esquecendo que o edifício precisa ser, primeiramente, grande arquitetura para as pessoas e a cidade.