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contexto

O projeto surgiu a partir da reflexão a respeito da identidade - qual o papel de uma biblioteca no contexto contemporâneo da informação? Qual a função de uma biblioteca em um centro consolidado e com uma paisagem marcante? A identidade da Nova Biblioteca de Direito da USP surge a partir da definição de um novo modelo de ocupação e uso de seus espaços: ao invés de um repositório hermético, a biblioteca deve convidar seus usuários à discussão e ao debate, e a arquitetura, ao tratar da forma, deve nutrir estes debates de possibilidades. Ao articular o programa de maneira a estabelecer novas conexões entre os espaços, fornecemos novas maneiras de se considerar o uso, com modos distintos de ocupação e, em princípio, sendo um suporte às atividades e eventos. A biblioteca se transforma então em um salão para discussões, em que a leveza do térreo e o desdobramento de seus planos conectam o espaço público da rua com as áreas de auditório ou apresentações, com o café e a loja, fazendo com que o próprio acesso concentre e distribua os fluxos, convidando os usuários a participar ativamente da construção dos eventos. Chamamos este elemento de plano de estruturação entre arquitetura, paisagem e comunidade. Os espaços internos valorizam o pensar e o discutir, com materialização e a articulação de seus espaços de maneira a criar conexões visuais no eixo vertical, e através da diferenciação de espaços de leitura: ora salas de leitura isoladas, ora grandes mesas de discussão, e por vezes espaços informais na escadaria - uma representação quase literal dos espaços urbanos de encontro. Esta reestruturação segue a lógica das cidades como ponto de encontro, e fornece diferentes condições para diferentes e imprevisíveis usos.