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Propomos uma arquitetura conceitual - em que a ideia desta representação seja assumida como ferramenta espacial - uma arquitetura crítica que demonstra que um projeto de interiores não se resume à escolha de materiais.

O projeto da nova sede demonstra através da clareza formal como a articulação dos espaços é mais do que apenas funcionalidade, é um dispositivo para a criação de novas relações humanas. Servindo como um exemplo físico do que a criação do conselho representa à sociedade, seus espaços permitem que cada pessoa se expresse, relacione e trabalhe como lhe convém: neutro vs. expressivo, industrial vs. tátil, genérico vs. específico.

A proposta se baseia em um conceito simples de organização, em que uma densa barra central organiza os espaços e circulações de maneira dinâmica, não como uma resposta reativa, mas uma afirmação de que um bom espaço arquitetônico pode ser produtivamente eficiente, gerar inesperadas surpresas e ser em si um exemplo de arquitetura. Através da análise das relações programáticas, propomos uma forma arquitetônica de maneira didática - que concentre em uma barra expressiva aquilo que faz um espaço funcionar, liberando o resto do pavimento para aproveitar suas qualidades, em que o espaço servido se torna uma área flexível pronta para assumir - e incentivar - as complexas dinâmicas de um escritório.

A distribuição do layout segue o conceito tipológico de formas de trabalho como contato e interação. Como uma crítica ao escritório tradicional, propomos uma visão contemporânea do que é trabalhar. Ao invés de áreas rígidas, estabelecemos um campo genérico onde diversas tipologias de trabalho podem ocorrer, de tradicionais postos individuais à zonas de descompressão e bate papo, ou até mesmo um espaço de descontração produtiva. Afinal, as melhores ideias podem surgir em uma discussão durante o almoço! Espaços genéricos da planta livre propiciam as melhores condições de trabalho, como o aproveitamento das vistas e iluminação natural, e são pontuados por áreas de criatividade: elementos arquitetônicos que repensam o espaço produtivo e exploram a materialidade, escala e forma como propulsores de inovação.