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O Novo Centro Administrativo do Maranhão deve ser lugar simbólico, a expressão de um governo moderno, democrático e transparente, referencial da identidade Maranhense. Espaço multifuncional, eficiente e flexível conjunto preocupado com a sustentabilidade. Simbólico Existem na área diversas construções públicas dispersas (Tribunal de Contas, Fórum, Assembleia Legislativa) sem formar um todo integrado. A proposta é identificar e dar visibilidade a essas conexões espaciais para estabelecer a estrutura simbólica de um Centro Cívico. Dois eixos ortogonais definem essa estrutura e fazem referência às vias Cardo e Decumano que fundavam as cidades romanas: - o Eixo Cívico tem o mar como norte. Ele se define a partir da praça frontal de acesso pela Avenida Jerônimo de Albuquerque, segue em passeio suave até a praça superior, atravessa o grande portal formado pelo novo edifício e segue na direção sul fazendo a conexão com o Fórum. - o Eixo do Passeio Público oferece acesso em nível, largo e seguro, para o pedestre a partir da calçada do ponto de ônibus da Av. Euclides Figueiredo. Do outro lado da avenida está o Tribunal de contas. No percurso para a praça central do Centro Administrativo, na direção do oeste, o privilégio é do pedestre. Ele caminha na “alameda- passarela” suspensa sobre o estacionamento, em passeio despreocupado e contemplativo. O foco deste eixo, não é um edifício monumental, mas sim a mata nativa que emoldura o pôr do sol sobre um grande espelho d’água. Ao final do trajeto a paisagem se amplia. À esquerda o eixo cívico focaliza o Forum. Á direita, em primeiro plano, uma ampla galeria dá acesso às Secretarias. Em segundo plano o novo Edifício que abriga a Governadoria e as suas assessorias mais diretas formam o Pórtico de entrada para os que chegam da Av.Jerônimo de Albuquerque. Um vazio e uma escada aberta é um convite para a praça intimista no nível inferior: o Pátio das Artes. Para o pátio se abre o palco do auditório. O restaurante se espraia em três patamares abertos que formam a plateia informal. Paredes revestidas de azulejos, obras de arte e artesanato complementam a reprodução da ambiência da cultura local. A recriação de uma mata mais densa na faixa de recuo frontal que ladeia o trevo rodoviário recupera a visão de uma natureza pré-existente. Além de barrar o sol rasante da manhã e proporcionar maior privacidade para o acesso dos funcionários, a vegetação ameniza a visão dos estacionamentos e desloca o foco para os dois novos acessos propostos. As principais vistas acontecem agora em perspectivas mais interessantes a partir e ao longo dos eixos cívico e público. Identidade A arquitetura procura se expressar através de materiais e características espaciais regionais. O tratamento paisagístico da praça frontal se inspira nas sinuosidades peculiares dos lençóis Eixos Cívicos maranhenses e dão acesso suave à praça superior. A galeria norte-sul que demarca o Eixo Cívico é aberta à ventilação natural e parcialmente coberta em pergolados reproduzindo as condições ambientais de uma rua local. A empena que a protege do sol poente, tem na sua face interna painéis infográficos com orientações do centro e divulgação de valores regionais. O brise-soleil da cobertura, com ondulações irregulares projeta no piso sombras com “texturas” muito presentes na arte, no artesanato e na paisagem do Maranhão. Os painéis protetores externos dos edifícios atualizados, são em chapa metálica perfurada com padrões irregulares mimetizando as magníficas formações de dunas no norte do estado. Multifuncional O Centro não deve ser apenas administrativo e burocrático, sob o risco de esvaziar-se fora do horário de expediente. Ele deve oferecer seus espaços (praças, galerias e eixos) para passeios, travessias, eventos cívicos, promoções culturais, populares, folclóricas, feiras e exposições. A localização do restaurante, auditório, biblioteca permite a autonomia de funcionamento em qualquer horário sem interferência no expediente administrativo. Funcional e Eficiente O plano geral de ocupação proposto considerou: -preservar a capacidade de crescimento planejado do Centro Administrativo -prever áreas de expansão futura dos blocos dentro do limite máximo de 30% de ocupação -construção em etapas sem interromper o funcionamento das secretarias -projeto com flexibilidade para permitir ajustes de programa durante o desenvolvimento, rearranjos internos depois de construído e previsão de expansão futura. Os edifícios existentes serão despidos de elementos externos e instalações deficientes ou superados para atualização e redimensionamento dentro de conceitos e critérios contemporâneos de eficiência energética e conforto. Serão mantidas as estruturas e as lajes. Novos conjuntos de elevadores e escadas foram dimensionados e propostos para atender também às novas ampliações das áreas de trabalho. Para organizar os fluxos do público e dos funcionários foram propostas duas “plataformas” de acesso: Barra pública: galeria que encabeça e conecta transversalmente os três edifícios existentes e organiza os acessos para todas as secretarias. Demarca o Eixo Cívico (norte-sul) e se abre para a grande praça coberta pelo novo “edifício-portal”. A presença marcante dessa “barra” dá clareza e orienta intuitivamente a chegada e o acesso do público às áreas de atendimento. Essa plataforma de acesso é também uma barreira de segurança que facilita o controle do fluxo de pessoas. O sistema de acessos com balcões de identificação e catracas (nível 57,00) permite que, mesmo quando as Secretarias estiverem fechadas, a galeria permaneça aberta ao público como extensão da praça. No mezanino da barra, fica o conjunto de salas de atendimento compartilhadas pelas secretarias. No piso inferior (nível 50,00/ 53,00m) foram concentrados os arquivos gerais das secretarias para facilitar o transporte e a gestão. Propostos com pé-direito duplo permitem aumento de área interna com instalação de mezanino conforme necessidade.