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Equipe: Felipe Oliveira, Ingrid Schmaedecke, Leticia Vellozo, Mateus Brun, Paula Reggiori.

Um terço da cidade de Curitiba situa-se sobre a bacia do Rio Barigüi, porém os curitibanos continuam a despejar esgoto e lixo no rio sem se dar conta das graves consequências. Propomos um novo equipamento no lago do Parque Barigui, que promova o contato com a água, tornando-a visível à cidade não através do sermão, mas do lazer! O Parque conta com um grande volume de água, o segundo maior do município. Sua proximidade com o centro e sua posição junto à um dos bairros mais populosos tornam-o o principal destino dos curitibanos nos fins de semana. Cartão postal da cidade, sua paisagem é de lazer e esportes. Ao complementarmos suas atividades com a implantação das Piscinas do Barigüi, o parque passará a ser a verdadeira praia do curitibano. A arquitetura deve alimentar o inesperado: as formas de ocupação podem ser a mudança. Propomos o simples e flexível: três piscinas, vestiários, lojas, bar e auditório misturam-se na paisagem através de uma malha de decks flutuantes, criando novas condições e possibilidades no parque. O Lago isolado dá lugar a morros e vales, Curitiba ganha uma nova topografia. As Piscinas do Barigüi não apenas reativam o contato do curitibano com a água, mas também retiram as impurezas da água através de um sistema de filtragem natural com plantas nativas. Com a remediação do esgoto irregular atualmente despejado no Rio Barigüi, o sistema de filtragem torna-se auto-suficiente. Ao convidar a cidade a banhar-se nas piscinas naturais, o projeto mostra a importância a água, evitando que a cidade volte a negligenciar seu bem mais precioso.

Através de uma estrutura simples e pré-moldada, flexível em sua montagem, criamos uma nova topografia para o parque. O módulo é composto por tonéis de 90 litros de ar, de vigas metálicas e decks de madeira. Sua forma triangular permite que a articulação entre si gere diversos programas e atividades. A variação de altura do deck cria espaços diversos, onde a cobertura das lojas se transforma na arquibancada do auditório e no salto do trampolim. Ao se controlar a quantidade de ar nos tonéis regula-se o nível da água das piscinas, permitindo que o uso varie de acordo com a estação. Módulos que formam uma piscina durante o verão podem subir acima do nível da água e passar a formar uma pista de skate no inverno. Não só o visível faz parte da proposta: diversos módulos com vegetação fazem das raízes os filtros naturais da água do lago.