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A dialética estabelecida entre a produção criativa dos universitários e o espaço construído caracteriza-se por um processo contínuo, onde ambos se influenciam e se reinventam ao mesmo tempo. Expressividade e experimentação em ressonância com uma arquitetura em constante transformação. O objetivo do pensar arquitetônico é fundamentado nas relações entre os espaços, na construção do VAZIO. Relações complexas percebidas e descobertas pelo constante deslocamento do observador, onde planos, superfícies, texturas e cores estão sempre em transformação. Constantes experimentações e percepções variadas para influenciar o processo de criação. Repensando as conexões e organizando os vazios, projeta-se um conjunto que absorve a dinâmica exterior e a transforma em produção artística. O partido adotado reforça a idéia de conexão, a partir do movimento de dobra do térreo e a integração entre todos os ângulos do terreno. A praça interna, volumes semi-enterrados se articulam com programas públicos para atender a demanda da comunidade e ativar o espaço livre. As linhas e ângulos formados pelos edifícios configuram vários patamares e conexões verticais entre os volumes, resultando em um espaço dinâmico em que todos os personagens se inter-relacionam. A barra, uma fusão de vários elementos programáticos, que se transforma em pano de fundo ao conjunto. A barra, através de seu sistema estrutural, permite a operação de um térreo flutuante, sem sofrer a interferência de estrutura. A mesma situação se repete no terceiro pavimento. Neste pavimento livre se encontram os programas de criação artística e um auditório, expandindo a universidade à cidade. os vazios dentro da barra proporcionam a criação de meios-níveis e inesperadas conexões entre os diversos espaços, contribuindo à integração e influência mútua entre os alunos. Através da barra, há um percurso a se percorrer que intercepta todo o edifício, começando pelo extenso vão livre público, passando pela área de exposições, auditórios, ateliers de criação artística até o terraço da cobertura. Este percurso é uma declaração de que a universidade e o conhecimento são patrimônios públicos a serem compartilhados e vivenciados.